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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Café da manhã para um marido gripado.



Meu marido é a "cobaia" perfeita para minhas experiências culinárias. Gosta de provar tudo e é sempre muito sincero. 
Esta semana ele está terrivelmente gripado, estado que ele detesta. E, para tentar colocar seu humor mais para cima, fiz para seu pequeno-almoço umas fatias douradas que ele disse ter saudade em comer.
As fatias douradas são mais conhecidas no Brasil como rabanadas, muito comum na época de natal. Na minha família nunca foi tradição e me lembro de apenas uma vez ver minha Vó Maria fazendo rabanadas.
Então, pela primeira vez, preparei as fatias douradas para o marido e também, pela primeira vez, provei. Confesso que não me agradam, mas o marido adorou e disse que estavam muito boas. Isto já me satisfaz!

Fatias Douradas
(para 4 fatias)

4 fatias de pão amanhecido (usei aquele pão para torradas que tem as fatias grossas)
250ml de leite
1 pau de canela
casca de 1/2 limão
2 col. (sopa) de açúcar
50g de manteiga sem sal para fritar
2 ovos batidos com 1 col. (sopa) de leite
açúcar e canela em pó para polvilhar

Leve o leite, pau de canela, casca do limão e açúcar ao fogo.
Deixe o leite levantar fervura.
Desligue o fogo e deixe o leite esfriar.
Leve a manteiga para derreter em uma frigideira.
Assim que começar a borbulhar, passe uma fatia de pão pelo leite reservado, deixe escorrer o excesso. Passe a fatia pelos ovos batidos e frite na manteiga até ficar dourada dos dois lados.
Repita o processo com as outras fatias.
Passe pelo açúcar e canela e pronto!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sopa do Cozido, continuação do post anterior.



E, como eu disse no post anterior, a Sopa do Cozido vem completar a tradição e combater o desperdício. Nada mais é que o aproveitamento do caldo de carne riquíssimo onde juntamos as sobras do cozido, legumes e verduras acompanhados de algum macarrãozinho.
Muito aconchegante para os dias frios.




domingo, 8 de dezembro de 2013

Cozido à Portuguesa para um domingo frio.


Olá, pessoal! Dizem que quem é vivo sempre aparece, então, olha eu aqui!
Para este almoço de domingo o escolhido foi o Cozido à Portuguesa. Não que eu seja uma grande admiradora, mas o marido é. É difícil preparar um prato tão grandioso e com tanta tradição para apenas uma pessoa. Porém, vi uma promoção de um supermercado aqui perto de casa, Lidl, onde vendiam os apetrechos para o cozido em uma porção bastante adequada.
Então, vamos a receita do Cozido à Portuguesa do meu jeito:


Cozido à Portuguesa

No kit havia:
2 pedaços de entrecosto
2 pedaços de entremeada
1 pedaço de toucinho fresco
1/2 pé de porco fresco
1 orelha de porco fresca
1 rabo de porco fresco
1 farinheira
1 chouriço de sangue
1 chouriço de carne

Eu acrescentei:
1 pedaço de toucinho defumado
1/4 de couve lombarda
3 cenouras
5 batatas
cebola
3 dentes alho
sal
azeite de oliva

Começando:
Em uma panela grande coloque as carnes (entrecosto, entremeada, toucinhos fresco e defumado, pé, orelha e rabo de porco, sal, a cebola cortada em 4 e o alho e um fio de azeite de oliva. Cubra com água quente e leve para cozinhar em fogo alto até ferver, depois baixe o fogo e deixe até todas as carnes cozinharem.
Quando as carnes estiverem cozidas retire-as da panela e reserve em uma travessa com tampa.
Na mesma panela em que cozinhou as carnes, coloque os chouriços de carne e sangue e a farinheira. Assim que estiverem cozidos retire da água e reserve em um prato.
Ainda na mesma panela com a mesma água coloque as cenouras e as batatas. Deixe cozinharem e depois retire para um prato e reserve.
Agora é a vez da couve lombarda ir para a mesma panela cozinhar na mesma água. Quando estiver cozida, retire da água e reserve.
Importante: reserve a água onde tudo foi cozido para a Sopa do Cozido, que colocarei aqui no próximo post.
Observação: Normalmente o cozido leva carne de vaca e frango. O meu não levou porque o marido não gosta destes itens no cozido.

Reserve uma travessa grande (a minha é pequena porque minha cozinha é para dois e as travessas e panelas são pequenas) e nela coloque as carnes cortadas em pedaços pequenos, os chouriços fatiados (a farinheira e o chouriço de sangue não esfriaram o suficiente e foi um desastre cortá-los em fatias bonitas) e os legumes e verduras cozidos.
Aqui foi servido acompanhado de vinho tinto e pão alentejano.


quinta-feira, 7 de março de 2013

Para receber um "esquisito"!



Meu enteado é um tantinho "esquisito" para comer. Deixa-me completamente "horrorizada" por DETESTAR chocolate. Pode uma coisa dessas??? Enfim, gosto não se discute.
Por isso, pedimos que ele fizesse uma lista do que gosta e quando vem jantar ou almoçar aqui em casa eu sigo a "igorementa"! Um dos pratos desta lista é a Carne de Porco à Alentejana.
Confesso que fiz batota! Como não consegui encontrar massa de pimentão em lado nenhum aqui nos arredores, fui ao açougue/talho em que sempre compro a carne aqui para casa e comprei a carne temperada.
Para este jantar, também contamos com a presença de nossos amigos Mena e Zé Duarte.

                                   Carne de Porco à Alentejana

1,5kg de carne temperada para carne de porco à alenejana (para quem pode temperar a carne, use a receita da Isabel)
1kg de amêijoas/vôngole bem lavadas(os)
6 dentes de alho, em lâminas
4 col. (sopa) de gordura de porco
2 col. (sopa) de azeite de oliva
250ml de champagne (não tinha vinho branco em casa)
Coentro fresco picado
1kg de batatas cortadas em cubos
Óleo para fritar as batatas

Cheguei em casa e coloquei a carne em uma travessa, juntamente com o champanhe. Reservei.
Em uma panela grande, coloquei o azeite e a gordura de porco para derreter.
Juntei a carne, sem o líquido que deve ser reservado, e o alho e deixei fritar.
Quando a carne ficou tenra, juntei o líquido reservado e as amêijoas/vôngole e esperei abrirem.
Enquanto isso, fritei os cubos de batata e reservei.
Quando as amêijoas/vôngole abriram, juntei o coentro picado.
Sirva a carne com as batatas e acompanhe com cerveja.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Puchero Lusitano



Os dias estão frios, e isso convida a preparar refeições quentes, encorpadas, com "sustânça".
Resolvi aliar minhas raízes espanholas às raízes alentejanas do marido e preparar um Puchero Lusitano do Meu Jeito.
O puchero é um prato típico da Espanha (veja aqui). É muito parecido com o Cozido à Portuguesa (veja aqui) e há várias versões dele, mesmo na Espanha e nos países que foram colonizados por ela, como Argentina, Uruguai, Paraguai, México e outros.
O Puchero que fiz é uma versão minha, baseada na versão espanhola e acrescentando ingredientes portugueses.
Nem preciso dizer que o marido ficou muito feliz!!!

Puchero Lusitano do Meu Jeito

500g de grão-de-bico
1 cebola grande
4 dentes de alho
Azeite de oliva
2 cenouras grandes
2 batatas médias
1/2 couve-lombarda/repolho branco
Sal
Pimenta
Salsa
3 sobrecoxas de frango
500g de carne de porco em cubos
300g de carne de vaca em cubos
1 pé de porco
1 orelha de porco
1 rabo de porco
1 pedaço de toucinho fresco (100g mais ou menos)
1 chouriço de carne (ou linguiça calabresa)

Antes de tudo, escolho lavo e coloco de molho em água o grão-de-bico. Depois...

... começo com as carnes:

Retiro a pele do chouriço e corto em rodelas. Cozinho a farinheira como de costume. Reservo os enchidos e a água da farinheira.
Corto o toucinho em pedaços médios. Reservo.
Coloco na panela de pressão aquecida um fio de azeite. Depois, vou colocando as sobrecoxas, os cubos de carnes de porco e vaca e os apetrechos (pé, orelha e rabo cortados em pedacinhos pelo açougueiro/talhante), sal. Deixo refogar e tampo a panela. Espero apitar e baixo o fogo para o mínimo. Fica aí por uns 20/25 minutos. Depois desse tempo, desligo a panela e deixo tampada até perder toda a pressão.
Enquanto isso...

... vou tratar dos temperos, legumes e verdura:

Pico a cebola e o alho e coloco em uma panela grande, com um fio de azeite. Reservo.
Descasco as cenouras e corto em pedaços médios. Faço o mesmo com as batatas. Corto a 1/2 couve ao meio e separo as folhas. Reservo tudo.

 1ª etapa: 

Leve a cebola e o alho para refogar. Junte o chouriço em rodelas e deixe refogar bem. Junte ao refogado as carnes cozidas na pressão e metade do caldo dessas carnes. Baixe o fogo no mínimo e tampe a panela.
Na panela de pressão, coloque o grão-de-bico na outra metade de caldo das carnes. Adicione a água da farinheira e, se necessário, um pouco mais de água e leve o grão para cozinhar por uns 20 minutos, primeiro em fogo alto até apitar, depois em fogo baixo. Deslique o fogo depois do tempo e deixe a panela repousar até perder a pressão.

2ª etapa:

Depois do grão cozido, escorra-o e reserve o líquido, coloque-o na panela onde estão as carnes. Junte as batatas, as cenouras e o toucinho. Acrescente o líquido do cozimento do grão até cobrir tudo e levante o fogo. Verifique o sal, junte pimenta e deixe cozinhar os legumes até estarem ainda firmes. Junte o toucinho e as folhas de couve. Tampe a panela e deixe por uns 5/10 minutos. Verifique se os legumes estão cozidos, corrija o sal, junte a salsa e a farinheira cortada em pedaços médios. Tampe a panela e desligue o fogo. Deixe descansar por uns 10 minutos.
Sirva com arroz branco.
Fiz fotos da panela, durante o cozimento, pois sabia que não teria tempo de preparar cenários!!!


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Bacalhau à Brás



Almoço de hoje do marido!
Matando sua vontade, que há dias disse estar com vontade de Bacalhau à Brás!
A receita, vocês encontram clicando aqui! Um dos primeiros posts deste blog, nos idos de 2009.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Feliz Aniversário!


Hoje é o aniversário da pessoa mais importante da minha vida: meu marido. Como já disse aqui, por várias vezes, além de meu marido ele também é meu melhor amigo, meu companheiro, meu chão, meu céu, meu norte!
Perguntei-lhe que ele gostaria que eu preparasse para comemorarmos e ele pediu um Toucinho do Céu, pois é o seu doce conventual favorito. Já o fiz várias vezes (veja aqui), mas hoje fiz algumas adaptações e o resultado agradou ao aniversariante!

"Toucinho do Céu para o Zé"

10 gemas de ovos passadas pela peneira
3 claras em neve/castelo
500g de açúcar
300ml de água
250g de miolo de amêndoas sem pele moídas finamente
1 col. (sopa) de manteiga sem sal
1 col. (sopa) de farinha de trigo
1 col. (chá) de essência de amêndoas
Açúcar de confeiteiro/em pó para polvilhar

Numa panela, junte a água e o açúcar e misture bem até dissolver o açúcar.
Leve ao fogo e deixe formar uma calda, sem mexer, em ponto de pérola que é quando molhamos a colher na calda e a levantamos, a calda cai e o que resta na colher forma uma gota (pérola).
Quando a calda estiver no ponto, retire do fogo e deixe amornar bem.
Junte à calda morna a manteiga, as amêndoas moídas, as gemas peneiradas, a farinha de trigo e a essência de amêndoas.
Misture bem e leve ao fogo baixo até engrossar levemente.
Retire do fogo e deixe amornar.
Depois de morno, junte as claras em neve/castelo e misture delicadamente de baixo para cima até obter uma massa uniforme.
Coloque em foma untada e enfarinhada, 23 cm de diâmetro, e leve ao forno pré-aquecido em 180º por 35/40 minutos ou que, fazendo o teste do palito este saia limpo.

E esta é a minha maneira de dizer ao meu marido feliz aniversário!

domingo, 15 de maio de 2011

São Marcos


Preparar este bolo, se é que podemos chamá-lo assim, estava nos meus planos há uns bons meses!
Se tem uma coisa que eu adoro fazer é ver vitrines! Vitrines de pastelarias e docerias! Adoro ver as formas, as fusões e o trabalho dos pasteleiros! E sempre que me deparava com os bolos São Marcos me demorava mais: quadrados, ou retângulos, perfeitos com uma cobertura espelhada e uma grande quantidade de semifrio entre as camadas de bolo! Lindos!
Bem, antes de mais tive de fincar bem os dois pés no chão e me conformar com alguns fatos: eu não sou pasteleira, meu forno é muito "precário", não tenho tabuleiros retangulares, e mesmo se tivessem não caberiam no forno. Por isso resolvi fazer um bolo grande, redondo para servir em fatias triangulares!
Tudo resolvido, vamos atrás da receita! Difícil encontrar a receita do São Marcos que vemos nas pastelarias, em português. Encontramos São Marcos de frutas, sempre com um toque especial de quem o preparou. Nada contra isso, pelo contrário! Mas eu queria partir do original para depois poder usar a "minha leitura". Encontrei algumas receitas do original em espanhol, e descobri que a origem do bolo é mesmo a Espanha.
Porém, existe sempre o maravilhoso Gastronomias - Roteiro Gastronomico de Portugal, onde eu encontrei a receita que mais se aproximou dos bolos que vi reluzentes nas vitrines.


"São Marcos"
(adaptado desta receita do Gastronomias - Roteiro Gastronomico de Portugal)

Massa:

4 ovos
100g de açúcar
100g de farinha peneirada

Junte os ovos ao açúcar e bata muito bem, até ficar esbranquiçados.
Junte a farinha peneirada aos ovos e misture muito delicadamente, até incorporar.
Coloque em forma de fundo removível untada e asse em forno pré-aquecido em 180º, por uns 25 a 30 minutos.
Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade. O bolo "encolhe" bastante, não se assuste com isso!
Depois de frio divida-o em dois discos e reserve.

Caramelo:

10 col. (sopa) de açúcar
10 col. (sopa) de água

Colocar o açúcar e a água num refratário e misturar bem.
Levar ao microondas em potência máxima por uns 8 ou 9 minutos, depende o seu microondas.
Barrar um lado dos dois discos de massa com uma parte do caramelo e reservar.
Reserve, também, o caramelo restante para a cobertura.


Recheio:

400g de natas frescas muito frias
1 lata de leite condensado
6 folhas de gelatina incolor ou 12g de gelatina incolor em pó

Dissolva a gelatina como indicado na embalagem e reserve.
Bata as natas frescas em ponto de chantilly e reserve.
Misture muito bem uma parte do leite condensado na gelatina dissolvida e vá juntando às natas montadas, delicadamente com um fouet/vara de arames. Junte o restante do leite condensado e reserve.

Pré-montagem:

Na forma de fundo removível que assou a massa, coloque um dos discos da massa com o lado que barrou com caramelo para cima.
Coloque metade do recheio sobre esse disco de massa.
Coloque o outro disco de massa sobre o recheio, com o barrado de caramelo para baixo. Ou seja, massa+caramelo+recheio+caramelo+massa.
Coloque o restante do recheio sobre o último disco de massa espalhando bem para que o recheio envolva toda a massa lateralmente. Isso fará que, quando desenformar, as laterais do bolo sejam feitas de semifrio. Fica bonito e não precisa se preocupar em barrrar as laterais.
Leve ao frigorífico de um dia para o outro, para que fique bem firme e fresco.


Ovos moles:

Para os ovos moles, usei uma receita muito rápida e simples, muito divulgada pela net que apontei no meu caderno de receitas, mas não apontei de onde a retirei.

2 gemas passadas pela peneira
2 col. (sopa) de açúcar
2 col. (sopa) de água
1 col. (chá) de extrato de baunilha

Colocar todos os ingredientes numa panela e misturar muito bem.
Levar ao fogo baixo, o mais baixo possível, mexendo sempre com um fouet/vara de arames até conseguir a cremosidade desejada. Quanto mais tempo deixar no fogo mais espesso fica. Eu deixei o suficiente para poder barrar o topo do bolo.

Para finalizar:

200g de natas frescas, muito frias, batidas em ponto de chantilly.


Montagem final:

Retire o bolo do frigorífico e desenforme.
Coloque no prato que vai servir. A camada de semifrio que ficou por cima de tudo na forma, agora ficará por baixo de tudo.
Barre o topo do bolo com os ovos moles.
Coloque o chantilly num saco de confeitar e faça uma barreira sobre o bolo. Essa barreira servirá para "represar" o caramelo.
Dê acabamento no pé do bolo com o chantilly.
Com uma colher e muito cuidado, vá colocando o caramelo sobre os ovos moles, muito delicadamente para que não se fundam. O caramelo dará aquele lindo efeito espelhado ao bolo.
Leve ao frigorífico e sirva muito frio.

Adorei preparar o São Marcos!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Um passeio, uma decepção e bruschetas XXL!


Bem, e o calor resolveu dar uma trégua para os pobres coitados que já iam se desmilinguindo! Esse fim de semana até consegui ligar o forno! Aleluia!
Mas antes, vou lhes contar que eu e o marido, para aproveitar a diminuição do calor, fomos dar uma volta pelo nosso passeio preferido, que é Setúbal! Resolvemos tomar um sorvete, passear pela beira-mar, andar pela baixa e voltar para casa. E quando lá chegámos, resolvemos ver como era a "Feira de Santiago" fora da Avenida Luísa Todi, pois nunca lá fomos. E a decepção foi tão grande que acho que nunca mais lá volto! A Feira encolheu! Já não há mais tantas tendas de cerâmica, louça e verga! Parece mais uma Feira do Churro, pois isso não falta, há muitas tendas de churros e farturas! Que saudade da antiga Feira! Sei que muitos vão dizer que era necessário tirar a Feira do centro da cidade e tal, e eu entendo isso, mas a Feira perdeu o seu encanto! Pelo menos para mim! E, como chegámos a casa já a anoitecer, resolvi preparar umas "enormes" bruschettas, para o nosso jantar. As fotos ficaram péssimas, pois quando as fiz a luz já não era nada boa. Mas fica o registo da minha sugestão para um lanche!

Bruschetas XXL

Fatias de pão de trigo
Dentes de alho
Azeite de oliva

Levei as fatias de pão ao forno, para tostarem, mas sem dourar. Retirei-as e esfreguei os dentes de alho dos dois lados da fatia de pão. Deitei um fio de azeite de oliva em cada fatia de pão e cobri com :


Tomates cherry vermelhos, cortados em quatro
Rodelinhas de azeitonas pretas
Fatias de presunto (parma)
Fatias de queijo flamengo (não tinha mussarela em casa)
Folhas de manjericão



Tomates cereja amarelos cortados em quatro
Fatias de salmão fumado
Requeijão português esfarelado
Cebolinho picado para polvilhar, depois de assado

Levei ao forno até que um cheirinho delicioso de pão assado, manjericão e azeite começaram a invadir a cozinha!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Um PF* necessário!



* Comercial, prato comercial, prato feito ou PF é um prato típico da culinária brasileira. Consiste em arroz, feijão, macarrão, algum tipo de carne (bife, frango, linguiça calabresa, filé de peixe ou mesmo ovo), salada e batatas fritas. Por ser relativamente barato é muito servido e apreciado em restaurantes de padrão médio e baixo, além de bares. (Fonte: Wikipédia)



Quando se está a 10 mil quilómetros da nossa terra, por alguns anos, damos conta da falta que nos faz as coisas mais simples e rotineiras de lá.
Paçoca de rolha, Romeu e Julieta, pão de queijo, suco de caju e uva, Baton, doce de leite, lingüiça calabresa, carne seca, queijo Minas, e a lista por aí vai! Tudo isso faz uma falta...
Este fim de semana, eu e o marido, que como vocês sabem é português e adora a culinária típica brasileira, decidimos matar os nossos desejos tupiniquins! Saímos para mais uma caminhada habitual, mas desta vez com destino à loja de produtos brasileiros mais próxima! Tudo visto, comprado e levado para casa, é hora de por mãos à obra! E o nosso "PF necessário" ficou assim!


Mas, apesar de ser um prato prá lá de comum, cada um tem o seu jeito de fazê-lo. Deixo aqui as minhas "digitais" nesse clássico, delicioso, trivial e necessário PF!!!


Arroz: o mais simples possível, porém sem abrir mão da cebola e do alho muito bem refogadinhos no azeite de oliva.

Feijão: o meu é carioquinha e têm de ter cubinhos de bacon, cubinhos de lingüiça calabresa e raminhos de tomilho. Cebola, alho e já está.

Batatas: sequíssimas! E muito douradas!

Bife: deixados marinar numa misturinha de caldo (em cubo) de picanha, suco de limão/lima, azeite de oliva, alho e salsa picadinhos. Depois é só passá-los no azeite, onde foi adicionado uma colher de sobremesa de açúcar. Deixe o açúcar caramelizar no óleo e passe os bifes. Coisa da minha mãe!

Salada: esta é especial, pois também é da minha mãe! Tomates picados, palmitos em rodelas, cebola em lascas, azeitonas pretas, tudo regado com azeite de oliva e polvilhado com um bocadinho de sal.



Servi acompanhado de suco de uva! Para sobremesa: queijo minas e goiabada cascão! Romeu e Julieta apaixonados, como eu e o marido, pela mesa brasileira!



segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bacalhau à Gomes de Sá


Uma das preparações de bacalhau mais conhecida pelo mundo, o Bacalhau à Gomes de Sá é de certa maneira um ícone da gastronomia portuguesa.
Retirei a receita do site "Gastronomias". Lá existem 3 receitas, porém gostei mais desta, que reproduzo aqui.

A receita serve 4 pessoas, mas como somos dois, fiz meia receita. Por ser uma receita típica não fiz qualquer modificação ou adaptação.


"Bacalhau à Gomes de Sá"

(4 pessoas)

  • 500 gr de bacalhau ;
  • 500 gr de batatas ;
  • 2 cebolas ;
  • 1 dente de alho ;
  • 1 folha de louro ;
  • 2 ovos cozidos ;
  • 1,5 dl de azeite ;
  • azeitonas pretas ;
  • Salsa, sal e pimenta q.b.
Demolhe o bacalhau, coloque-o num tacho e escalde-o com água a ferver.
Tape e abafe o recipiente com um cobertor e deixe ficar assim durante 20 minutos.
Escorra o bacalhau, retire-lhe as peles e as espinhas e desfaça-o em lascas.
Ponha estas num recipiente fundo, cubra-as com leite bem quente e deixe ficar de infusão durante 1.30 a 3 horas.
Entretanto, corte as cebolas e o dente de alho ás rodelas e leve a alourar ligeiramente com um pouco de azeite. Junte as batatas, que foram cozidas com a pele, e depois peladas e cortadas às rodelas.
Junte o bacalhau escorrido.
Mexa tudo ligeiramente, mas sem deixar refogar. Tempere com sal e pimenta.
Deite imediatamente num tabuleiro de barro e leve a forno bem quente durante 10 minutos.
Sirva no prato em que foi ao forno, polvilhado com salsa picada e enfeitado com rodelas de ovo cozido e azeitonas pretas.

NOTA:
Esta‚ a verdadeira receita de bacalhau à Gomes de Sá , tal como a criou o seu inventor, que foi comerciante de bacalhau no Porto.
Aconselhamos a que prepare de véspera a operação de infusão do bacalhau em leite quente, para que se torne mais rápida a preparação deste prato.


Um almoço regado à vinho verde, com um prato cheio de história, tradição e sabor!

E, com esta maravilha, vou em férias! Um tempo para relaxar, namorar e rever amigos!

Até breve!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Voltando devagarinho e agradecimentos!


Obrigada! Obrigada mesmo, por seus recadinhos e cumprimentos por 1 ano de Blog da Nô! Prometo que logo estarei comentando os seus blogs, logo,logo!
O tratamento parece que está funcionando e eu estou me sentindo melhor!
Mas, apesar de tudo, precisamos comer! E, devagarinho, vou voltando àquilo que tanto gosto: cozinhar! E, aproveitando a Semana Santa para ficar longe das carnes, aqui vai uma receita, ou melhor, uma maneira de preparar o Polvo Cozido. E esta maneira eu fui buscar lá no blog da Moira, o "Tertúlia de Sabores", pois se vamos procurar como fazer é bom ter a ajuda dos melhores!!!


Vou transcrever aqui exactamente como a Moira postou! Clique aqui para ver a postagem da Moira!

"Regra nº 1 - Não pôr nem sequer uma pedrinha de sal no bicho.
Regra nº 2 - Não pôr água.
A preparação serve para Polvo fresco ou congelado, se estiver congelado, deixe descongelar de um dia para o outro.
Na panela de pressão colocar um fio de azeite, um dente de alho, uma cebola, uma folha de louro sem o veio do meio e o Polvo (este tinha cerca de 1,5 Kg), descongelado e lavado, mais uma vez recomendo, não ponham água nem sal, é muito importante.
Fecha-se a panela de pressão e leva-se ao lume, assim que a panela começar a largar vapor, põe-se o fogão no mínimo e deixa-se cozer por cerca de 20 a 25 minutos, vai-se agitando a panela de leve só para certificar que o polvo não se agarra ao fundo. Aqui acho que é um bocadinho psicológico, porque desde que o lume não esteja no máximo ele nunca se pega ao fundo.
Enquanto o polvo descansa na panela, lavam-se as batatas que se cozem com pele em água e sal. Passado esse tempo já se pode abrir a panela de pressão em segurança."

Eu acompanhei com batatas cozidas. Eu adoro polvo e gostei muito de preparara o Polvo Cozido aqui em casa!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Mjadra

A culinária árabe é uma das minhas favoritas! Nós, no Brasil, somos muito íntimos desta culinária. São os kibes, as sfihas, charutinhos de folha de uva, berinjelas e abóbrinhas recheadas, tão comuns no dia a dia, e outros tantos pratos. E os doces??!! Ai, os doces!!! Meu favorito é o Namura, que qualquer dia postarei aqui! E não esqueço da Raha, a goma árabe e o Halawi!
Mas hoje a estrela é a Mjadra. Receita que adoro desde a infância, muito comum na mesa da minha família! Bem, Mjadra é arroz com lentilhas e cebolas carameladas. Só isso. Simples, divino!


"Mjadra"

3 cebolas médias, cortadas em tiras
2 col. (sopa) azeite de oliva
pimenta síria (pimenta preta, pimenta-da-jamaica, cravo em pó, canela em pó e noz-moscada)
sal
1 xíc. (chá) de arroz cru
1 xíc. (chá) de lentilhas (deixar de molho, cobrindo-as com água, por 2 horas)
2 xíc. (chá) de água

Numa panela, coloque o azeite, a cebola, uma pitada de pimenta síria e uma pitada de sal. Refogue a cebola até que ela se caramelize. Para tanto, vá 'vigiando' a cebola e misturando-a ocasionalmente, para que não grudem. Quando estiverem com a cor de caramelo retire da panela, deixando cerca de duas colheres de sopa para refogar o arroz. Reserve o restante.
Na panela, junte o arroz às cebolas que lá ficaram e misture bem. Junte as lentilhas com a água em que ficaram de molho. Misture novamente. Junte a água. verifique o sal e corrija se for necessário. Quando estiver seco, como um arroz comum, retire da panela e deite numa travessa, sobre o arroz com as lentilhas coloque a cebola caramelada. Pode servir com coalhada que fica muito bom!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sopa de Farinheira


Uns dias atrás me apetecia uma sopinha bem quentinha! O dia estava frio, chuvoso, escuro. Nada no mundo me faria sair do meu cantinho! Por isso, vou a despensa para que a sopinha resulte!
Esta sopa eu fiz com o que havia em casa. Um dos ingredientes, a farinheira, eu nunca consegui encontrar no Brasil. Nem mesmo no Mercado da Cantareira, onde encontramos 'quase' tudo! Por este motivo, peço desculpa à quem gostar da receita, mas não tiver acesso ao ingrediente. A farinheira é um produto típico e tradicional em Portugal, e encontramos muito facilmente. Eu adoro!


"Sopa de Farinheira"

1 farinheira
1 chouriço de carne em cubinhos (usei chouriço da Guarda)
200ml de polpa de tomate
1 xíc. (chá) de cenouras em cubinhos
1 xíc. (chá) de batatas em cubinhos
1 xíc. (chá) de courgette (abobrinha) em cubinhos
1 xíc. (chá) de ervilhas congeladas
1/2 xíc. (chá) de massa para sopa (eu usei cotovelos)
3 dentes de alho em lâminas
1/2 cebola picadinha
azeite de oliva
sal
pimenta preta
páprica

Em uma panela coloque o recheio da farinheira, sem a tripa, desfeita com um garfo. Junte 1/2 xíc. (chá) de água e coza. Quando estiver bem desfeita passe pela varinha mágica/mixer. Junte a polpa de tomate, misture bem e reserve.
Cubra o fundo de uma panela com azeite, junte o alho e a cebola e refogue. Junte o chouriço, a pimenta e a páprica e refogue. Vá juntando a cenoura, batata, courgette e misture bem. Cubra com água e deixe cozer os legumes. Quando estes estiverem cozidos, mas firmes, junte a mistura de farinheira e polpa de tomate. Junte a massinha e coloque mais água, se necessário. Prove o sal e o corrija, se for preciso. Quando a massa estiver cozida, mas firme, desligue o fogo.
Se deixar a sopa 'descansar' por uma hora ficará mais cremosa.
Sirva bem quentinha com um bom tinto e pão!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Bolo de Fubá Mimoso


Quem resiste a um bolo de fubá? Eu não! E, quando bate a saudade, no meu caso sempre, corro para as receitas daquele caderno!


Um caderno que tem, no mínimo, uns 30 anos! Nele, estão guardadas todas as receitas que gosto e receitas da mãe, vó, tia, irmã, amigas! Comecei esse caderno na minha pré-adolescência. Já são 3 volumes!


"Bolo de Fubá Mimoso"

4 xíc. (chá) de leite
2 xíc. (chá) de fubá (farinha de milho, em Portugal)
2 xíc. (chá) de açúcar

2 col. (sopa) de farinha de trigo
2 col. (sopa) de manteiga amolecida
1 pires de queijo ralado (50g)
3 claras em neve/castelo

3 gemas
1 col. (sopa) de fermento em pó

Bata as claras em neve/castelo. Reserve.
Misture todos os outros ingredientes, menos o fermento em pó, e bata bem. Acrescente as claras em neve e o fermento em pó e misture delicadamente, de baixo para cima. A massa fica mesmo líquida. Leve ao forno pré-aquecido em 200º, por 35/45 minutos ou até que enfiando um palito ao centro este saia limpo, em assadeira untada e enfarinhada.


sábado, 5 de dezembro de 2009

A tua batata tá assando!!!



Passagem rápida para postar fotos das batatas-doce assadas do marido!
Sem receita, sem dificuldade! Cheias de sabor!!!
Escolha as de menor tamanho, lave-as bem, corte-as ao meio e leve ao forno, num tabuleiro. Uma hora aos 200º. Pronto! Agora é só se deliciar!!!



Com este friozinho...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Rabada com Polenta


Domingão é dia de comida de domingão!
A escolhida para este último, foi a nossa velha e boa conhecida "Rabada com Polenta"!
Quem está de dieta, contenção de calorias, cortando as gordurinhas, deve estar me amaldiçoando agora! Eu entendo, pessoal! Mas a vontade de saborear este nosso "ícone de boteco", era maior que tudo isso! I'm sorry!!!

"Rabada com Polenta"

Para a rabada:

1 rabo de boi (comprei um com 1,6kg, absurdamente caro!!!)
1 cebola em tiras
4 dentes de alho em lâminas
3 cubos de caldo para bifes
1 bisnaga de puré de tomates (1 lata de extrato de tomate)
pimenta preta
páprika
água
azeite

Separe o rabo em pedaços pequenos, cortando-o nas juntas dos ossos. Limpe bem o rabo (huahuahua!) retirando as pelancas e o sebo. Doure os pedaços em azeite (cuidado que espirra muito, a gordura) e coloque-os em uma panela de pressão, juntamente com o puré de tomate, as cebolas, os alhos, os tabletes de caldo, a pimenta, a páprika e água até a metade da panela.
Leve ao fogo alto até pegar pressão. Baixe o fogo no mínimo e deixe por 40/50 minutos.

Para a polenta:

2 xíc. (chá) de fubá (farinha de milho)
4 xíc. (chá) de água
2 cubos de caldo para bifes
1 xíc. (chá) de mussarela ralada
pimenta preta

Coloque todos os ingredientes, menos a mussarela, numa panela. Dissolva bem. Vá cozendo e mexendo sempre, em fogo alto e deixe ferver (cuidado pois pode 'pular' e queimar a mão). Depois de ferver, baixe o fogo, junte a mussarela ralada e vá mexendo por uns 10 minutos, para cozinhar bem o fubá.

Coloque a polenta no prato e sobre ela um pedaço de rabo com molho. Sirva polvilhado de queijo, se gostar.

É costume, usarmos aqui
o agrião para acompanhar , mas não encontrei, por isso a falta dele.

Deu para matar as saudades!

Quero aproveitar este post para dizer à todos que tenho visitado os blogs que acompanho, porém por estar com o tempo reduzido, nos últimos tempos, muitas vezes não deixo comentário.
Tudo deve voltar ao 'normal' em breve!